A bolsa nacional fechou a primeira sessão da semana a ganhar 1,8%, liderando as subidas entre pares europeias. O BPI foi a estrela da sessão: disparou 5% para 1,095 euros, ao passo que o rival doméstico BCP afundou 3,7%. 

O disparo do BPI surge depois de Tiago Violas Ferreira, administrador da Holding Violas Ferreira (HVF), acionista do BPI, ter dito que vê como inevitável a OPA do CaixaBank avançar.

A HVF, que tem sido um dos principais opositores à OPA lançada pelo Caixabank sobre o BPI, considera que já não tem forças para se opor à operação e vê como inevitável que esta avance, querendo um entendimento entre os acionistas, disse em entrevista à Antena 1 e Jornal de Negócios.

Entre os pesos-pesados, a EDP  subiu 1,11%, a EDP Renováveis cresceu 3,06%, a Galp avançou 1,96% e a retalhista Jerónimo Martins trepou 3,17%.

Segundo analistas do Jefferies e do Haitong, a suspensão, decidida por Bruxelas, do novo imposto sobre as retalhistas a operar na Polónia é positiva para a Jerónimo Martins, que detém a líder do retalho alimentar no país, Biedronka.

Foram, no entanto, as ações da Corticeira Amorim e da Sonae Capital que lideraram as subidas percentuais no índice com disparos superiores a 6%.

No mercado da dívida, e segundo a Reuters, os juros soberanos aliviaram dos máximos de sete meses.