Lisboa está esta sexta-feira com o pior desempenho europeu em bolsa, sendo que entre as restantes praças não há um sentimento definido, em dia de cimeira europeia, com o Brexit e a crise dos refugiados em destaque. No índice de referência nacional PSI20, o destaque mais negativo vai para a Galp Energia, o título que mais afunda.

As ações da petrolífera portuguesa abriram a cair quase 5% para 11,73 euros, depois de ontem à noite ter sido noticiado que a empresa Amorim Energia e a Sonangol venderam 5% da posição que detêm na Galp.

Já foram trocadas de mãos mais de 1 milhão de ações, a ajustarem ao preço médio de 11,69 euros a que a Amorim Energia alienou parte da sua participação. Ainda assim, vai continuar a deter 33,34% do capital social da petrolífera.

Depois, destaque para a Jerónimo Martins, que ontem fechou a subir e ajudou a bolsa nacional a terminar a sessão em terreno positivo, depois de a imprensa polaca – onde tem a Biedronka – ter noticiado o potencial interesse da empresa dona do Pingo Doce numa companhia da Roménia, mercado onde ainda não está presente. No entanto, hoje está a corrigir o otimismo, perdendo 1,4% para 14,225 euros.

No mercado da dívida, as Obrigações do Tesouro estão a subir esta manhã. Ontem já tinham disparado, depois de o Conselho de Finanças Públicas ter mostrado cartão vermelho à política do Governo, avisando que sem novas medidas o caminho é o da derrapagem orçamental.

Avisos que surgiram a um dia da eventual revisão do rating português por parte da Standard & Poors, que ocorrerá esta tarde de sexta-feira. A par da Moody’s e da Fitch ainda tem Portugal no lixo. Apenas uma agência de rating dá nota positiva ao país, mas já ameaçou uma revisão em outubro.