A Bolsa de Lisboa acompanhou o sell-off europeu e afundou 2,6%, pressionada pelo tombo da banca, especialmente do Millennium bcp que recuou 9,66%, enquanto a Portugal Telecom fechou em alta, quando está ao rubro a corrida à compra da PT Portugal.

As ações da PT SGPS destoaram do cenário negativo do resto do mercado e encerraram com uma subida de 1,68% para 1,45 euros, quando a brasileira Oi, com quem a PT está em processo de fusão, sobe 0,7%.

Lembra a Reuters que esta manhã, a Oi anunciou que os fundos de investimento Apax Partners e Bain Capital entraram na corrida à compra da PT Portugal, com uma oferta conjunta de 7.075 ME, que supera em 50 ME a proposta do grupo francês Altice.

A PT SGPS, cotada em Lisboa, detém uma participação de 25,7% na Oi, 900 ME de dívida da insolvente Rioforte e também uma opção de compra de até 18% das ações da Oi nos próximos seis anos.

Ontem, a empresária angolana Isabel dos Santos disse que está determinada no sucesso da OPA sobre a PT SGPS, que diz ser criadora de valor, e lamentou a indisponibilidade dos brasileiros da Oi em aceitá-la.

Para além da PT, apenas a REN fechou acima da linha de água, com uma subida de 0,04%.

A pressionar o índice esteve sobretudo o sector financeiro, que acompanhou as quedas europeias. O Millennium bcp afundou 9,66%, o BPI caiu 4,71% e o Banif perdeu 2,99%.

A Mota-Engil tombou 4,73% para 3,97 euros e a retalhista Jerónimo Martins recuou 3,66% para 8,003 euros, a corrigir das subidas recentes, em vésperas de serem apresentadas as novas metas estratégicas para a subsidiária polaca Biedronka, que é o seu ‘motor’ de crescimento.

As energéticas GALP e EDP perderam mais de 2%, em sintonia com as pares europeias, fechando em 11,105 euros e 3,197 euros, respetivamente.

Esta manhã a EDP anunciou que a sua subsidiária, Energias do Brasil, vendeu metade da sua participação de 66,67% na brasileira Empresa de Energia São Manoel (EESM) à CWEI Brasil da parceira estratégica China Three Gorges (CTG).

Nota final para a Sonae que perdeu 2,76% para 1,058 euros, em dia de apresentação de resultados.

Os principais mercados acionistas europeus fecharam com quedas de até 2,9% em Milão, penalizados pelas fortes desvalorizações das utilities e do sector financeiro, apesar do presidente do Banco Central Europeu ter reafirmado a manutenção das taxas a níveis baixos.