O índice PSI-20 perdeu 1,81%, para 5.495,75 pontos, seguindo de perto o dia bastante negativo que se viveu na generalidade das bolsas internacionais. As perspetivas sobre a economia chinesa não são animadoras e, apesar de nova injeção de liquidez por parte do Banco central da China, o pessimismo tomou conta dos investidores. Na Alemanha, o índice DAX da Bolsa de Frankfurt perdeu 2,14%. Londres caiu 1,88% e Paris perdeu 1,75%.

Em Lisboa, o destaque negativo vai para as ações da Jerónimo Martins, que perderam 4,44%, para 12,015 euros. A retalhista continua a forte correção, depois de na segunda-feira ter atingido o valor mais alto desde janeiro de 2014.

A concorrente Sonae também fechou em queda. Perdeu 1,87%, para 1,204 euros. A empresa liderada por Paulo Azevedo e Ângelo Paupério apresentou os seus resultados semestrais já depois do fecho do mercado, tendo reportado uma subida de 85% nos lucros semestrais, para 97 milhões de euros, abaixo do que era esperado pelos analistas.

O setor energético pesou na queda do índice, com a Galp a perder 2,32%, para 9,910 euros e a EDP a recuar 1,21%, para 3,337 euros. O petróleo voltou a recuar bastante, com as cotações em Londres a descerem 4%, para os 46,83 dólares por barril, muito perto do valor mais baixo desde março de 2009.

A banca esteve em destaque, com o BPI a descer 2,43%, para 1,005 euros, no final de um dia em que o banco confirmou que está a estudar cenários para resolver o dossier BFA em Angola.

O Millennium BCP caiu 2,22%, para 0,0617 euros, e o Banif deslizou 3,33%, para 0,0058 euros.

Os juros da dívida pública mantiveram-se estáveis, com as yields das obrigações do tesouro a dez anos a subiram 4 pontos-base, para 2,525%.