A bolsa de Lisboa fechou esta terça-feira em terreno negativo, pela quarta sessão consecutiva, acompanhando a tendência europeia e muito penalizada pela queda dos títulos da banca.

O Banif liderou as perdas e atingiu mínimos históricos a 1,5 décimos de cêntimos por ação. O banco liderado por Jorge Tomé chegou a cair 17% e fechou com uma queda superior a 11%.

Por um lado, o banco está a ser vítima das dúvidas dos investidores sobre uma eventual venda a um parceiro estratégico e à capacidade do banco de reembolsar a totalidade das ajudas públicas, que totalizaram 1.100 milhões de euros. Por outro lado, existe o chamado efeito “penny stock”, em que as variações de um título de valor nominal reduzido assumem valores percentuais muito elevados.

Para além do Banif, também os restantes títulos da banca foram muito penalizados, numa sessão de fraca liquidez, por causa do feriado. O Millennium BCP perdeu mais de 4% e o BPI 2,1%, para 0,047 euros e 1,1190 euros, respectivamente.

A contribuir ainda para o desempenho negativo estiveram os títulos da Pharol, com uma desvalorização de 8,156%, da Portucel, com uma queda de 2,273% e da soane, com um recuo de 2,228%.