As bolsas europeias registaram, esta terça-feira, o segundo dia consecutivo de quedas, penalizadas por dados estatísticos vindos do Oriente que confirmam um forte abrandamento da economia chinesa. As exportações da China cairam 25% em fevereiro, face ao período homólogo, e o excedente comercial chinês recuou quase para metade (33 mil milhões de dólares).

Em reação, as bolsas europeias negociaram em mínimos da última semana, com quedas a rondar, em média ,1% e aguardam agora as novas medidas que o Banco Central Europeu deve anunciar, na próxima quinta-feira, para estimular a economia da zona euro.

Banca arrasta Bolsa de Lisboa

A Bolsa de Lisboa foi a que mais caiu na Europa, com um recuo de 1,4%, fortemente penalizada pelos títulos da banca.

O BPI foi alvo da tomada de mais-valias, depois das valorizações dos últimos dias provocadas pelas negociações entre os seus dois maiores acionistas, o banco espanhol CaixaBank e a Santoro, da empresária angolana Isabel dos Santos. O banco de Fernando Ulrich recuou 4,098% para 1,17 euros por ação. A desvalorização do BPI foi acompanhada pelo BCP, com uma queda de 3,015%, para 0,0386 euros por ação.

A Galp foi outro título a contribuir para o mau desempenho do PSI 20, apesar da subida do barril de petróleo Brent para os 40 dólares. A petrolífera recuou 3% para 10,83 euros.

Uma nota ainda para as fortes quedas da Impresa (5,8%) e da Teixeira Duarte (6,6%), duas empresas que foram excluídas do índice PSI 20 por terem uma liquidez reduzida. A partir do dia 21 de março, o principal índice da bolsa vai incluir a Corticeira Amorim, o Montepio e a Sonae Capital.