O Goldman Sachs contesta e admite recorrer da decisão do Banco de Portugal de deixar de fora das responsabilidades do Novo Banco um veículo financeiro, Oak Finance Luxembourg, que terá sido criado em julho.

«O inesperado anúncio público do Banco de Portugal no início desta semana, retroagindo estas obrigações, contraria as expectativas e a confiança do mercado e causa danos a vários investidores, incluindo fundos de pensões, aos quais esses investimentos foram colocados  com base nas garantias anteriormente dadas», sublinha a casa de investimento num comunicado citado pela Lusa.

Caso o Banco de Portugal não reconsidere a sua  posição, «à luz dos danos que vai causar a todos os clientes com posições neste ativo e aos mercados financeiros, todos os investidores prejudicados não deixarão de recorrer a  todas vias apropriadas incluindo as judiciais», remata a instituição norte-americana.

Diz o Goldman Sachs que quando o Novo Banco foi criado, obteve a confirmação por parte do Banco de Portugal de que toda a dívida sénior do Banco Espírito Santo, como as obrigações Oak Finance, seriam transferidas para o Novo Banco. A 11 de Agosto de 2014, um alto representante do Banco de Portugal explicitamente confirmou por escrito à Goldman Sachs a transferência dessas obrigações sénior  para o Novo Banco.

Na passada segunda-feira, o BdP tinha determinado que «com efeitos a 3 de Agosto de 2014, a responsabilidade contraída pelo Banco Espírito Santo perante a Oak Finance Luxembourg não foi transferida para o Novo Banco».
O Goldman Sachs terá emprestado em Julho ao BES, através deste veículo financeiro, 835 milhões de dólares (681 milhões de euros).