Um estudo encomendado pela Associação de Hospitalização Privada Portuguesa à Porto Business School defende as vantagens de um limite de 89 euros por mês aos descontos dos beneficiários da ADSE e acrescenta que este deveria estar indexado ao número de dependentes, escreve o Jornal de Negócios.

A ADSE já tinha, aliás, defendido a imposição de um teto aos descontos dos beneficiários, como forma de travar as saídas do subsistema, reduzindo os riscos ao nível do financiamento.

As contribuições para a ADSE consistem numa percentagem do salário, o que pode fazer disparar as renúncias, segundo o estudo. É que há pessoas que pagam menos de 20 euros, enquanto outras pagam mais de 150 euros.

No ano passado houve 2.965 pessoas que desistiram da ADSE. Depois do progressivo aumento de descontos para 3,5%, o subsistema registou um excedente histórico de 201 milhões de euros, mas o envelhecimento da população e o aumento do custo dos serviços de saúde podem comprometer as contas no futuro.

A ADSE está ainda a estudar o alargamento do leque de beneficiários, admitindo a inscrição de trabalhadores do Estado que tenham contrato individual de trabalho.