O Bloco de Esquerda (BE) e a central sindical CGTP convergem na necessidade do aumento «imediato» do salário mínimo bem como na contestação ao Orçamento do Estado (OE) para 2014 que, dizem, deve ser avaliado preventivamente pelo Tribunal Constitucional (TC).

«Há uma grande convergência sobre as características deste OE: é um orçamento que aprofunda a recessão e desigualdades, um orçamento que tenta transformar em definitivos cortes transitórios e assim vai contra a constituição da República», caracterizou a coordenadora do Bloco, Catarina Martins, no final de um encontro com uma delegação da central sindical encabeçada pelo secretário-geral, Arménio Carlos, escreve a Lusa.

O aumento do salário mínimo nacional, um dos pontos em destaque no encontro, «não terá nenhum impacto no défice do país e terá um impacto muito positivo na economia do país», lembrou a coordenadora e deputada do Bloco, assumindo que o partido está «muito empenhado» no elevar do salário mínimo.

Para Arménio Carlos, é importante haver um «grande movimento para exigir a atualização imediata do salário mínimo nacional», um problema, diz que é «de toda a sociedade» portuguesa.

A CGTP reuniu-se ao começo da tarde com o BE na sede do partido, na rua da Palma, em Lisboa, depois de um encontro tido horas antes com o PS.

Nessa reunião, PS e CGTP manifestaram-se de acordo com a ideia de lançar-se um movimento nacional para forçar o Governo a aumentar imediatamente o salário mínimo e sobre a necessidade de parar a atual política de austeridade.

Estas posições de princípio comuns foram transmitidas aos jornalistas, em declarações separadas, por Arménio Carlos e pelo dirigente socialista Miguel Laranjeiro.

«Houve um reconhecimento que, neste momento, é preciso lançar um movimento nacional de exigência pelo aumento imediato do salário mínimo nacional. Não podemos continuar a assistir a muitos dizerem que estão de acordo, mas, depois, quando chega a altura decisiva, há sempre uma desculpa para não concretizar o acordo celebrado», afirmou Arménio Carlos.