O resgate do Banco Espírito Santo com a injeção de capital público e a criação do «Novo Banco» é esta segunda-feira também destaque na imprensa internacional que dá conta da decisão das autoridades portuguesas depois dos prejuízos do BES anunciados recentemente.

Na edição eletrónica do El Pais «Portugal resgata o Banco Espirito Santo com os fundos da troika» e no The Guardian a notícia surge com o título: «Portugal suporta banco com dinheiro europeu».

A BBC diz que «Portugal revela o plano de salvamento de banco» e a agência Bloomberg destaca os 6,6 mil milhões de dólares a aplicar pelo país no Banco Espirito Santo.

Ainda nas agências estrangeiras, a France Press divulgou ao longo de domingo várias notícias sobre o caso destacando-se nos últimos despachos o título: «Estado Português voa para o resgate do Banco Espírito Santo» ou «Estado português injeta 4,4mil milhões de euros no Banco Espirito Santo».

Já a Efe destaca que «Vitor Bento liderará o Novo Banco que nasce mais forte e seguro».

O BES, tal como era conhecido, acabou este fim-de-semana com o Banco de Portugal a >criar o Novo Banco, que fica com os ativos bons e recebe 4.900 milhões de euros, e a colocar os tóxicos num «banco mau»

O capital é injetado no Novo Banco através do Fundo de Resolução bancário, criado em 2012, para ajudar a banca a resolver os seus problemas. Como este fundo é recente e só tem 380 milhões de euros, a solução encontrada passa por ir buscar o valor restante ao dinheiro da troika destinado ao setor financeiro - estão disponíveis 6,4 mil milhões de euros ¿ e cerca de 100 milhões poderão vir ainda de uma contribuição extraordinária dos outros bancos do sistema.

Já os ativos problemáticos do BES, caso das dívidas do Grupo Espírito Santo e a participação maioritária no BES Angola, ficam no chamado «banco mau». Este terá uma administração própria, liderada por Luís Máximo dos Santos, segundo o jornal Expresso, e não terá licença bancária.

Após o anúncio desta solução, o Governo, através do Ministério das Finanças, afirmou que os contribuintes não terão de suportar os custos relacionados com o financiamento do BES e a Comissão Europeia anunciou que aprova solução, que está em linha com as regras de ajuda da União Europeia.

O Novo Banco será liderado por Vítor Bento, que substituiu o líder histórico Ricardo Salgado à frente do mês e a quem coube dar a conhecer prejuízos históricos de quase 3,6 mil milhões de euros no primeiro semestre.