Joaquim Goes e António Souto, dois dos ex-administradores do Banco Espírito Santo (BES) que foram suspensos de funções pelo Banco de Portugal, continuam a desempenhar cargos no Novo Banco, mas sem interferência na gestão da entidade, segundo o supervisor.

Joaquim Goes era diretor do BES antes de ter sido nomeado administrador do banco então liderado por Ricardo Salgado e, após ter sido suspenso pelo Banco de Portugal do seu cargo na administração do BES, regressou às suas funções de diretor, «transitando depois para os quadros do Novo Banco, como todos os demais trabalhadores do BES», informou em comunicado o Banco de Portugal (BdP).

Atualmente, Joaquim Goes «está envolvido num projeto do Novo Banco de reformulação da oferta comercial, em conjunto com uma consultora nomeada pela administração», que é liderada por Vítor Bento, adiantou o supervisor bancário.

Já António Souto «reformou-se do BES aquando da suspensão do Banco de Portugal», revelou a entidade liderada por Carlos Costa, sublinhando que o responsável «nunca foi quadro do Novo Banco».

Ainda assim, António Souto «está num regime de colaboração temporária, em regime de prestação de serviços, no processo de transição para a nova administração dos assuntos referentes ao segmento de empresas», adiantou o BdP.

E realçou: «O Dr. Joaquim Goes e o Dr. António Souto não estão em funções que interfiram com a gestão diária do Novo Banco».

O BdP enfatizou que «o conselho de administração do Novo Banco é o responsável pelas tarefas atribuídas» a ambos os ex-administradores, acrescentando que o supervisor «não tem que se pronunciar sobre as tarefas definidas pelo conselho de administração do Novo Banco».

Certo é que «a auditoria forense em curso permitirá apurar eventuais responsabilidades individuais resultantes da atuação do Dr. Joaquim Goes e do Dr. António Souto na administração do BES" e que "ambos mantêm-se suspensos de funções no BES», assinalou o BdP.