O Banco de Portugal vai entregar ao Estado 202 milhões de euros de dividendos relativos a 2013, menos 43,7% do que em período homólogo, devido à queda o ano passado dos lucros do supervisor e regulador bancário para 253 milhões de euros.

Segundo o Relatório do Conselho de Administração, hoje divulgado, em 2013, o BdP teve lucros de 253 milhões de euros, menos 43,7 por cento do que o valor registado em 2012, ano em que o banco teve dos melhores resultados de sempre, 449 milhões de euros.

Desse valor, 202 milhões de euros irão para o acionista Estado em dividendos, que comparam com os 359 milhões de euros entregues anteriormente, ou seja, menos 157 milhões de euros.

A redução em 197 milhões de euros do resultado líquido em termos homólogos relaciona-se, lê-se no relatório, com «a redução da margem de juros e dos resultados realizados em operações financeiras, o aumento dos prejuízos não realizados em operações financeiras e o decréscimo do resultado líquido da repartição do rendimento monetário».

Ainda assim, as rubricas que contribuíram para a queda do resultado foram parcialmente compensadas pela «redução no reforço da provisão para riscos gerais».

Quanto a gastos, em 2013, os gastos administrativos do BdP aumentaram 4,8 por cento para 173 milhões de euros, devido à subida dos gastos com pessoal de 14,5 por cento para 123 milhões de euros, com o banco central a justificar com o reconhecimento dos subsídios de férias.



Ao mesmo tempo, o regulador e supervisor bancário tem vindo a aumentar o quadro de pessoal para fazer face às acrescidas responsabilidades.

No final de 2013, o BdP tinha 1733 trabalhadores, mais 51 do que em 2012, estando 352 afetos a supervisão e salvaguarda da estabilidade financeira. Estes representam mais 111 do que os que estavam nessas funções em 2010.