A greve dos trabalhadores dos bares dos comboios na quinta e segunda-feira deverá ter uma “adesão de 100% ou praticamente de 100%”, antecipou Francisco Figueiredo, da FESAHT - Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal.

À agência Lusa, o dirigente sindical explicou que deverão estar encerrados os bares dos comboios Alfa Pendular e Intercidades, que fazem o percurso Braga/Faro, além de outros comboios que asseguram serviços internacionais neste período da Páscoa.

Por servir ficam ainda as refeições da primeira classe e o serviço nas carruagens, pelo que “os passageiros ficarão sem um serviço que pagaram”, referiu a mesma fonte.

Os 140 trabalhadores avançam com esta paralisação no período da Páscoa para reivindicar aumentos salariais e direitos laborais.

Na última reunião de negociações, a empresa empregadora apresentou uma proposta de “oito euros de aumento salarial e pretende retirar direitos dos trabalhadores designadamente: reduzir o pagamento do trabalho suplementar de 100% para 25% na 1.ª hora e de 35% na 2.ª hora”, segundo o comunicado da federação.

Os trabalhadores contestam também as propostas de reduções dos pagamentos de “trabalho em dia de descanso semanal de 100% para 50%” e do “trabalho em dia feriado de 100% para 50%”.

Foi ainda criticada a retirada do “direito à alimentação em espécie (2 sandes e 2 sumos diários)” e o pagamento do “subsídio de alimentação apenas nos dias de trabalho efetivo (pagar apenas 20 dias/ mês em lugar de 22 dias (mês)”.

“Além disso, a empresa impôs um clima de pressão e assédio do trabalho inaceitável”, lê-se.

Na lista de reivindicações estão nomeadamente “aumentos salariais justos e dignos” e o fim da “retirada de dias de férias” e o “pagamento do trabalho suplementar na escala de Braga e Internacional.”