Os alertas sobre a instabilidade política que ameaça abater-se sobre Portugal subiram de tom. Os banqueiros avisam que prolongar essa instabilidade é o pior que pode acontecer ao país e avisam que é preciso evitar a todo o custo um afastamento face ao resto da Europa, sob pena de transformar Portugal numa “Cuba da Europa”.
 
As palavras são do presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Fernando Faria de Oliveira:
 

“Independentemente do Governo, o que todos nós, portugueses, mais desejamos é que o Governo governe bem, que atue de maneira a poder contribuir para que Portugal progrida, se aproxime mais dos países do centro da Europa e que não ande para trás, para se tornar uma Cuba da Europa”.

 
Para o representante da banca, há outra preocupação, além do eventual afastamento ou isolamento de Portugal face ao resto da Europa:

“É muito importante que sejam ponderados todos os fatores que podem manter-nos numa situação de incerteza e instabilidade, que seria a mais negativa possível”.

 
O cenário de instabilidade preocupa também o presidente do Millennium bcp, Nuno Amado:
 

“Há duas ou três condições que são muito importantes para o país: estabilidade no Governo, isto é, um Governo que tenha um prazo razoável, e que tenha um compromisso de cumprir com os compromissos do nosso país. Qualquer Governo tem de ter isso. De outra forma, entraremos num tema de instabilidade”.

 
Se essa instabilidade se confirmar e se prolongar, as consequências serão muito negativas para o país.
 

“Essa instabilidade vai ser negativa para as condições de financiamento da República Portuguesa e das entidades que trabalham e atuam em Portugal e muito negativa para o investimento”, avisa o banqueiro.