O Banco Santander decidiu extinguir o conselho internacional de consultores para se livrar do antigo chefe do FMI, Rodrigo Rato. É a primeira grande medida da filha e sucessora de Emílio Botin. Ana Botin decidiu acabar com o conselho de 12 consultores, formado há 17 anos.

De acordo com o jornal espanhol «El País», o objetivo é cortar por completo com as relações do Santander com Rodrigo Rato na sequência das acusações de má gestão de que está a ser alvo, quando era presidente do Bankia, antes do banco ser resgatado pelo Estado.

Rodrigo Rato terá gasto mais de 99 mil euros em despesas pessoais, entre 2011 e 2012, com o cartão de crédito do banco, e terá permitido que outros membros da administração fizessem o mesmo.

Além do ex-ministro da economia espanhola, Rodrigo Rato, fazem também parte deste conselho outras personalidades de peso, como George Mathewson, antigo presidente do Royal Bank of Scotland, e o ex-primeiro-ministro de Portugal, Francisco Pinto Balsemão. A missão deste grupo era orientar e aconselhar o banco sobre oportunidades de negócio fora de Espanha.