Desde que ontem o BCP anunciou a marcação da assembleia geral de acionistas para 9 de novembro para levar em frente a aproximação aos chineses da Fosun, os títulos não pararam de subir.

Hoje dispararam mais de 10% para 0,017 euros. Com a perspetiva da reunião magna em que os acionistas devem abrir a porta ao grupo chinês já que o objetivo é aprovar o aumento do limite de votos na instituição dos atuais 20% para 30%. Esta alteração, tal como o aumento do número máximo de administradores, visa dar resposta a duas das condições que os chineses impuseram para investir no banco liderado por Nuno Amado.

No início do mês,  presidente executivo do BCP, Nuno Amado, acreditava no sucesso da negociação.

(A negociação com a Fosun) tem algumas pré-condições nas quais se está, neste momento, a trabalhar e a negociar. Vejo isso com naturalidade. Espero que sejam bem sucedidas e não vejo razão para que não sejam", disse Nuno Amado, em declarações aos jornalistas, à margem do  XXVI Encontro de Lisboa entre os bancos centrais dos países de língua portuguesa.

A 30 de julho, o BCP recebeu uma carta da Fosun, com uma proposta firme para subscrever um aumento de capital reservado unicamente a si, a um preço não superior a 0,02 euros por ação. A Fosun passaria a deter, inicialmente, 16,7 % do capital do banco, podendo subir a participação, através de operações em mercado secundário ou de aumentos de capital, para entre 20 a 30%.