A solução para o Banco Espirito Santo deverá ser conhecida este domingo à noite. O governador do Banco de Portugal fará uma declaração às 22:30, onde deverá anunciar a divisão do banco.

A TVI sabe que o Estado vai entrar no capital do BES e que o executivo vai usar o dinheiro do fundo da troika, destinado a recapitalizar a banca.

O Banco de Portugal está em contacto direto com a Comissão Europeia, a ultimar os pormenores desta solução.



O Banco de Portugal tem adiantado que a melhor solução passa por fazer a recapitalização através de privados, mas mostrou-se disponível para acionar a medida do memorando de entendimento com a troika que prevê a recapitalização para os bancos em dificuldade e que ainda constitui uma almofada considerável, visto o dinheiro não ter sido todo gasto.

Este sábado, o jornal «Expresso» acrescenta, por isso, que o Banco de Portugal está a negociar com a Comissão Europeia a utilização desse dinheiro, de acordo com as regras estabelecidas no tempo da troika.

E o jornal frisa que a capitalização pública será feita sem a nacionalização do banco mas poderá determinar a separação dos empréstimos considerados tóxicos, ou impagáveis.

Prevê-se assim um fim-de-semana de muita atividade, antes da abertura da bolsa na segunda-feira, de modo a dar mais confiança aos investidores. Afinal, em apenas dois dias, o banco perdeu 1,2 mil milhões de euros de capitalização bolsista, o que obrigou a CMVM a suspender a venda dos títulos cerca de uma hora antes do fecho dos mercados.

Depois de um prejuízo semestral de 3577 milhões de euros anunciado no dia 30 e de forma a cumprir as obrigações legalmente exigidas, a injeção de capital pode ir até quatro mil milhões de euros.

A ajuda estatal é negativa para os accionistas, mas positiva para os clientes particulares do banco,nomeadamente, os depositantes.

Entretanto, o Banco de Portugal mandou congelar todos os pagamentos do BES às entidades do Grupo Espírito Santo que pediram proteção contra credores: Espírito Santo International, Espírito Santo Financial Group e Rioforte.

As movimentações de contas relacionadas com pessoas diretamente ligadas ao BES ou com alguma destas entidades dependerá de uma autorização prévia do Banco de Portugal.

Esta é uma medida que deverá abranger os ex-administradores e os seus familiares próximos. Decisões que fazem parte de um documento assinado pelo governador do banco de Portugal, Carlos Costa, pelo seu vice-governador, Pedro Duarte Neves e que foi enviado ao sistema bancário, uma medida com efeitos imediatos.

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