a proposta do supervisor incidia na perda de mais de metade do dinheiro investido por esses clientes

«Não há nenhuma proposta. O que há são princípios a que as propostas devem obedecer»





«Admitindo que é do interesse do Novo Banco preservar relação comercial com clientes, é admissível que o Novo Banco pense num hipotético prémio, desde que se possa justificar à luz dos princípios jurídicos que são imperativos e que resultam da resolução»

«Naturalmente, o Novo Banco está obrigado a critérios de boa gestão. Tais iniciativas só poderão ser promovidas se forem geradoras de valor para o banco». 




«o que está em causa não é dinheiro, é papel comercial





«No BES, a culpa era do contabilista. Aqui, a culpa é do funcionário que não era contabilista». «É mais simples que o BdP assuma que deu informação errada e gerou expectativa que não se materializou».


«Uma provisão não passa, constitui-se ou desfaz-se». «A utilização da palavra passagem [da provisão de um banco para o outro] é comum, mas tecnicamente não é a exacta. Se fosse eu a redigir esse texto [o email do papel comercial] não o redigiria assim. Agora, isso não altera em nada a questão dos direitos e obrigações das partes interessadas. É uma afirmação que não causou danos a ninguém. A resolução não faz nascer direitos nem obrigações a ambas as partes» 






«O erro na redação daquele email tem implicações de natureza disciplinar, por exemplo?»

A resposta: «Confesso que me está a colocar uma questão sobre a qual não refleti. Considero que é normal na gíria falar na palavra «passar» e é normal que se fale apenas numa preservação da situação. Não estou a ver essa hipótese»

O governador não fez essa avaliação quando tomou conhecimento desse email?

A resposta: «No meu entender, o que subordina esta situação é o decreto da resolução e não penso que daqui surja qualquer direito. Se alguém entende que daqui surge algum direito, isso diz respeito aos tribunais. Eu entendo que não».


é uma «obrigação mais do que moral» reembolsar os lesados do papel comercial«Não me parece razoável que se peça mais dinheiro a quem não tem dinheiro para trazer»