“Oportunamente, o Banco divulgará o resultado do processo negocial que está a desenvolver para concretizar a venda do Novo Banco”: é esta a reação do Banco de Portugal às notícias que dão conta de que a venda da instituição vai ser adiada para depois das eleições.

Segundo o Diário Económico, o Governo e o BdP consideram que as ofertas em cima da mesa estão muito abaixo do desejado e não pretendem avançar já com o negócio. A oferta final da Fosun prevê um encaixe líquido para o Fundo de Resolução de apenas 1,5 mil milhões de euros, metade da quantia mínima pretendida pelo BdP. 

Já a SIC Notícias avança que os chineses da Fosun abandonaram na terça-feira as negociações com o Banco de Portugal .

O Banco de Portugal tinha dado início à quarta fase do processo de venda do Novo Banco a 19 de agosto, uma fase que, segundo o regulador, correspondia à decisão.

As negociações com o primeiro classificado, a Anbang, não chegaram a bom porto. O regulador avançou para a negociação com a Fosun, que agora terá  terminado sem acordo.

O fundo norte-americano Apollo surge em terceiro lugar. 

O Novo Banco registou prejuízos de 251,9 milhões de euros no primeiro semestre, mas excluindo fatores de natureza não recorrente o resultado foi negativo em 188,9 milhões de euros.

Os créditos a grandes clientes, que o Novo Banco herdou do BES, estão a penalizar a instituição liderada por Stock da Cunha. Só no primeiro semestre, o Novo Banco perdeu 103 milhões devido a juros registados de forma indevida.