O Conselho de Ministros aprovou hoje a nomeação de Carlos Costa para um segundo mandato de cinco anos como governador do Banco de Portugal.

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência referiu que esta nomeação foi feita na sequência da audição de Carlos Costa na Assembleia da República e do relatório sobre essa audição.

Carlos Costa foi nomeado governador do Banco de Portugal em 2010, pelo anterior Governo do PS, e está em funções desde 7 de junho desse ano.

Recorde-se que a decisão de reconduzir Carlos Costa no cargo não foi bem aceite pelo PS e levou a trocas de acusações entre o Governo e o maior partido da oposição.

Questionado se o conteúdo do relatório recebido do parlamento não é uma mera transcrição da audição de Carlos Costa, o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, respondeu que "é aquilo que a Assembleia da República faz, de acordo com a lei".

Segundo o ministro, "fica claro para todos que a maioria dos deputados, a maioria na Assembleia da República secundou a proposta que o Governo apresentou de designação do doutor Carlos Costa para um segundo mandato".


Interrogado se a recondução de Carlos Costa foi aprovada por unanimidade, Marques Guedes declarou que "todas as decisões do Conselho de Ministros são assumidas por todos os ministros".

As decisões do Conselho de Ministros "não são do ministro A ou B, são sempre decisões do Governo no seu todo", acrescentou.


Nesta conferência de imprensa, Marques Guedes foi também questionado sobre a manifestação de pessoas que se consideram lesadas pelo Banco Espírito Santo (BES) em frente ao Conselho de Ministros.

O ministro da Presidência afirmou que desconhecia essa iniciativa e considerou que essa matéria é da responsabilidade "do supervisor financeiro e dos reguladores no seu conjunto" e não está relacionada a "qualquer decisão da parte do Governo".