«Eu fui apelidado este fim de semana de gatuno. Eu não roubei nada a ninguém. O Banco de Portugal não roubou nada a ninguém»


Palavras do próprio governador Carlos Costa, na comissão de inquérito ao BES, onde regressou esta terça-feira para ser ouvido pelos deputados.

O responsável pela supervisão da banca referia-se aos protestos de que foi alvo no último fim de semana à porta de sua casa, pelos lesados do papel comercial vendido aos balcões do BES. 

Carlos Costa quis defender, no Parlamento, a sua honra e da instituição que representa:

«Se o BdP no dia 3 de agosto se assustasse e se acobardasse, este país estaria hoje muito mal. Isso não aconteceu».

«Há uma lógica, uma dinâmica que temos de perceber que quando as pessoas assumem riscos, o risco é inerente à aplicação financeira», referiu ainda, aludindo a quem perdeu dinheiro no BES e não conseguiu recuperá-lo, os chamados credores subordinados, onde encaixam parte dos lesados do papel comercial do GES.