O capital próprio das empresas públicas representava, em 2013, apenas 10% do total de ativos destas, enquanto nas empresas privadas esse valor era de quase de 40%, segundo a informação hoje divulgada pelo Banco de Portugal.

A instituição liderada por Carlos Costa avançou hoje que as empresas, em Portugal, financiam-se sobretudo através de capital próprio e de empréstimos, sendo que as privadas têm muito maior peso de capital próprio do que as empresas públicas.

Por setor de atividade, «as sociedades gestoras de participações sociais exibiram a autonomia financeira mais elevada, continuando a ser superior a 50%.

Por oposição, os setores da construção e dos transportes e armazenagem apresentaram a autonomia financeira mais reduzida (na ordem dos 20%)», disse hoje em comunicado o Banco de Portugal, referindo-se aos primeiros resultados de 2013 das estatísticas da Central de Balanços do Banco de Portugal, acrescentando que, por dimensão, a estrutura de financiamento é semelhante entre Pequenas e Médias Empresas (PME) e grandes empresas.

Quanto aos custos de financiamento, que o Banco de Portugal mede pelo rácio entre os juros suportados pelas empresas e os financiamentos obtidos, em 2013 esse custo diminuiu face ao ano anterior (4% face a 4,2%), numa redução «registada quer para as empresas públicas, quer para as empresas privadas».

Já por dimensão, o custo do financiamento diminuiu nas PME, enquanto nas grandes empresas ficou praticamente inalterado.