O governador do Banco de Portugal (BdP), Vítor Constâncio, defendeu esta segunda-feira um aumento salarial para a Administração Pública inferior ao do sector privado, sendo que este último deverá ser de 1 a 1,5 por cento.



«Em geral, para a economia e, sobretudo, para a economia empresarial, os aumentos salariais reais deverão situar-se entre 1 a 1,5 por cento, correspondendo isto à inflação previsível», disse Vítor Constâncio, à margem do V Fórum Parlamentar Ibero-americano.

Já em relação a um aumento salarial para a Função Pública, o responsável admitiu que deverá ser «mais baixo do que para a actividade produtiva», uma decisão justificada pelo «défice orçamental muito elevado que a crise veio trazer».

Também o facto de, neste ano, ter havido «um aumento dos salários muito acima da inflação», irá estancar uma maior subida na Função Pública para 2010.

No entanto, Vítor Constâncio não quis precisar valores e, quando questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de congelamento dos salários, o governador do BdP respondeu: «depende das previsões orçamentais para o próximo ano».

Em relação ao défice, o responsável apontou um só caminho: aumentar os impostos já em 2011.