O Banco Central Europeu (BCE) não permitirá o acesso da Grécia ao seu programa de compra de dívida (QE) após a saída de Atenas do atual programa de assistência financeira internacional, declarou hoje o presidente do BCE.

Os títulos emitidos pelo governo grego não são elegíveis para o 'QE' neste momento, para isso teriam de beneficiar de uma autorização especial (waiver), e esta expiraria com o fim do programa", disse Mário Draghi na conferência de imprensa que se seguiu à reunião mensal de política monetária do BCE.

A Grécia deverá sair no dia 20 de agosto do programa de resgate.

O programa de compra de dívida do BCE vai continuar a um ritmo mensal de 30 mil milhões de euros até finais de setembro, quando deve passar para metade (15 mil milhões de euros) e termina no final do ano.

O BCE reduziu hoje em 1.900 milhões de euros, a pedido do Banco da Grécia, o teto de crédito que os bancos gregos podem solicitar através do mecanismo de provisão de liquidez.

O crédito máximo de que as entidades bancárias do país podem dispor fica em 8.400 milhões de euros até 13 de setembro.

Segundo informou hoje o Banco da Grécia, a diminuição do limite máximo de crédito reflete a melhoria da liquidez das entidades gregas, fruto de um maior fluxo de depósitos do setor privado e de acesso dos bancos aos mercados financeiros.