A venda do Novo Banco deverá ser adiada para depois das eleições, marcadas para 4 de outubro, avança o Diário Económico, citando fontes do processo.

O Governo e o Banco de Portugal consideram que as ofertas em cima da mesa estão muito abaixo do desejado e não pretendem avançar já com o negócio. A oferta final da Fosun prevê um encaixe líquido para o Fundo de Resolução de apenas 1,5 mil milhões de euros, metade da quantia mínima pretendida pelo BdP.

O objetivo será anular o atuar processo de venda e relançar um novo concurso, com prazos mais curtos, depois das eleições.

Entretanto serão conhecidos os testes de stress europeus, que deverão resultar em novas exigências de capital para o Novo Banco, um fator que tem sido apontado como o maior entrave à venda da instituição financeira.

O anúncio da suspensão do processo estará iminente, mas o BdP não quis comentar. Esta sexta-feira seria a data limite para o desfecho das negociações com a Fosun.

Também o semanário Sol dá conta deste adiamento iminente da venda do Novo Banco. Segundo o jornal, Carlos Costa comunicou ao Govenro os efitos negativos do desfasamento entre os calendários da venda e dos testes de stress.

Em comunicado, o Banco de Portugal diz apenas que "oportunamente divulgará o resultado do processo negocial que está a desenvolver para concretizar a venda do Novo Banco".