O Novo Banco terá pronto o balanço de abertura nos próximos dias, que irá mostrar que cumpre os rácios de solvabilidade requeridos, não precisando de reforçar o capital, segundo o presidente executivo, Eduardo Stock da Cunha.

«O Novo Banco voltou, e está aqui para ajudar as empresas e os particulares portugueses», frisou o responsável, acrescentando: «estamos a recuperar, estamos a aumentar os nossos depósitos, estamos a dar crédito; estamos muito contentes com o que estamos a fazer e as nossas equipas estão motivadas».

«Claro que estou confiante, o balanço de abertura vai sair nos próximos dias e de acordo com aquilo que nós esperamos, ou seja, vamos estar perante um banco que vai ser capaz de assumir a sua função de financiamento à economia portuguesa e de um bom sítio para os portugueses terem os seus depósitos», disse.

«Os rácios vão ser cumpridos», garantiu aos jornalistas.

Aquele balanço de abertura terá referência à situação a 3 de Agosto de 2014, quando o ex-Banco Espírito Banco foi alvo de uma resolução, tendo o  Novo Banco iniciado a sua atividade.

Em Agosto, o Banco de Portugal anunciou que se previa que o rácio common equity TIER 1 se fixasse até em redor de 8,5%, acima do mínimo regulamentar de 7%, ou seja sem necessidade de um posterior reforço de capital.

«O que eu estou preocupado e focado no Novo Banco, todos os dias, é em recuperar o franchise, aumentar o valor do banco, recuperar os depósitos - e já estamos a fazer isso - e continuar a fazer fluir o crédito à economia», disse Eduardo Stock da Cunha.

«Continuamos a ouvir, todos os dias, da parte dos nossos clientes, que querem que nós voltemos para continuarmos a ser aquilo que sempre fomos: um pilar de financiamento à economia portuguesa», destacou o CEO.