O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Faria de Oliveira, considerou esta terça-feira que a melhoria das previsões para 2013 do Banco de Portugal é um sinal positivo para a economia portuguesa e para o sistema financeiro, em particular.

«São boas notícias. Creio que já tenhamos batido no fundo e, agora, o principal é recuperar a economia e o emprego», comentou aos jornalistas o representante da banca, à margem da assinatura de um protocolo sobre a comercialização de produtos financeiros complexos, em Lisboa, escreve a Lusa.

Segundo o líder da APB, nos últimos tempos têm sido libertados «indicadores económicos extremamente encorajadores», pelo que considerou que tem que ser feito «um grande esforço para terminar o programa de ajustamento no prazo previsto e voltar aos mercados».

Hoje, o Banco de Portugal voltou a melhorar as perspetivas para 2013, esperando uma contração de -1,5% contra os -1,6% previstos no outono, antecipando um crescimento de 0,8% para 2014.

Faria de Oliveira acrescentou que, no que toca ao setor bancário, o pico do registo de imparidades deve já ter sido atingido, o que significará que o pior também já passou para a banca portuguesa.

De resto, o banqueiro reforçou a confiança da APB nos resultados dos bancos portugueses que serão apurados após a realização dos exercícios do Banco Central Europeu (BCE).

«Temos grande tranquilidade. O balanço dos bancos portugueses reflete a sua situação patrimonial», assinalou, realçando, por outro lado, que falta ainda conhecer os critérios que serão usados no que diz respeito aos testes de resistência à banca.

Questionado sobre a sua visão acerca do processo de negociação que corre entre o Banco Comercial Português (BCP) e os sindicatos, acerca do programa de rescisões voluntárias que visa evitar um despedimento coletivo no banco liderado por Nuno Amado, para cumprir o acordo estabelecido com Bruxelas em termos de redução de efetivos e custos com pessoal (após o recurso ao auxílio estatal para a recapitalização), Faria de Oliveira não se pronunciou.

«A APB não se manifesta em relação aos casos particulares das instituições», vincou.