Os três maiores bancos privados que operam em Portugal, BCP, BPI e Santander Totta, tiveram lucros acumulados de 763 milhões de euros em 2015, enquanto o público Caixa Geral de Depósitos continuou a apresentar prejuízos.

Estes resultados significam em termos agregados o regresso dos principais bancos aos lucros pela primeira vez ao fim de cinco anos, depois de entre 2011 e 2014 os resultados somados terem sempre arrastado as maiores instituições para prejuízos.

A contrariar a tendência positiva dos bancos privados, que conseguiram voltar a ser rentáveis em 2015, esteve a Caixa Geral de Depósitos, com prejuízos de 171,5 milhões de euros, ainda assim melhor do que as perdas de 348 milhões de euros de 2014.

Já entre as instituições com lucros, o Santander Totta destacou-se com um resultado positivo de 291 milhões de euros, mais 50% do que em 2014. O ano passado ficou marcado pela compra pela instituição espanhola de parte significativa da atividade do Banif por 150 milhões de euros, no âmbito da resolução do banco do Funchal.

Já o BPI registou um lucro líquido consolidado de 236,4 milhões de euros em 2015, o que compara com os prejuízos de 163,6 milhões de euros do ano anterior. O Banco de Fomento Angola (BFA), a ‘joia da coroa' do BPI, contribuiu com 135,7 milhões de euros, ou seja, mais de 50% dos lucros.

Lucros semelhantes teve o BCP em 2015, com um resultado positivo de 235,3 milhões de euros, o que compara com o prejuízo de 226,6 milhões de euros registado em 2014 e acontece após quatro exercícios com as contas no ‘vermelho'.

De momento, entre os grandes bancos, falta apenas conhecer os resultados do Novo Banco, detido pelo Fundo de Resolução bancário, que é gerido pelo Banco de Portugal e que consolida nas contas públicas.

Até setembro passado, a instituição liderada por Stock da Cunha teve prejuízos de 551 milhões de euros mas referentes apenas às contas individuais. O Banco de Portugal já antecipou entretanto que o banco deverá apresentar nos resultados anuais de 2015 prejuízos adicionais ainda decorrentes das perdas com ativos que eram do BES.