A Reserva Federal (Fed) aprovou na terça-feira novas exigências para os bancos estrangeiros que operem nos Estados Unidos, regras que incluem um aumento de capital e de liquidez neste país, para aumentar a resistência em cenários de crise.

«Como demonstrou a crise financeira, o súbito colapso ou quase colapso de grandes instituições financeiras pode ter efeitos desestabilizadores no sistema e afetar a economia em geral», indicou a presidente da Fed, Janet Yellen, em comunicado.

Entre as medidas aprovadas pelo banco central dos Estados Unidos figuram um reforço do capital dos bancos com mais de 50 mil milhões de dólares em ativos norte-americanos e um aumento da sua liquidez.

Os que contem com mais de 10 mil milhões, por seu lado, devem estar sujeitos aos mesmos testes de resistência que o resto das entidades financeiras com sede no país.

Calcula-se que perto de 20 bancos estrangeiros devem submeter-se a esta nova regulação.

As novas normas vão entrar em vigor a partir de julho de 2016, um ano após o previsto, e as exigências de capital em 2018.

Grandes bancos europeus como o Deutsche Bank ou o Barclays tinham-se oposto a estas regras mais estritas, porque isso os obrigava a transferir fundos das sedes europeias para os Estados Unidos.