O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou esta segunda-feira que “o pior que podia acontecer” era existir uma situação de “colapso” do Banif, uma instituição financeira de grande importância junto da diáspora madeirense.

“O pior que nos podia acontecer, depois do que aconteceu com o BES, era termos uma situação de colapso de um banco que hoje extravasa a sua própria dimensão e tem junto da diáspora madeirense um situação importante”, disse Miguel Albuquerque numa intervenção na Assembleia Legislativa da Madeira no âmbito da discussão do Orçamento Regional para 2016, em que abordou apenas este assunto.


O governante madeirense referiu que foi contactado no domingo pelo primeiro-ministro, António Costa, para “dissipar qualquer dúvida sobre esta notícia”, que afirmou considerar ser “especulativa”.

“O primeiro-ministro informou que o processo de reestruturação do Banif em Bruxelas e a nível nacional está a decorrer nos termos normais”, declarou.

Miguel Albuquerque destacou que o objetivo do Governo é “a alienação do capital do Banif” e “salvaguardar os depositantes, os acionistas e a posição estratégica do Banif junto da diáspora”, vincando que "o Governo está a acompanhar a situação e em contacto com o Governo Regional".

No domingo à noite surgiram notícias a dar conta de que o Estado estuda a aplicação de uma medida de resolução na instituição financeira.

A TVI24 noticiou ontem que, "caso não se encontre um novo acionista durante esta semana" para o banco, este deverá ser sujeito a uma resolução que "separe a parte boa, os ativos saudáveis, da má, os ativos tóxicos"

O Banif disse hoje que qualquer cenário de resolução ou imposição de uma medida administrativa não tem “sentido ou fundamento”, após a divulgação de notícias que dão conta de que o Estado se prepara para intervir no banco.

"Em linha com a comunicação que efetuou ao mercado em 11 de dezembro, o Conselho de Administração reafirma que se encontra atualmente em curso, em articulação com as autoridades responsáveis, um processo aberto e competitivo de venda da posição do Estado português no Banif, no qual se encontram envolvidos diversos investidores internacionais, pelo que qualquer cenário de resolução ou imposição de uma medida administrativa não tem qualquer sentido ou fundamento", refere o Banif.