A Caixa Geral de Depósitos teve 348 milhões de euros de prejuízo em 2014. Ainda assim, uma redução de 40% do resultado líquido negativo, em relação ao exercício de 2013, no qual registou 578,9 milhões de euros de prejuízos.

Em comunicado enviado à comissão de Mercado e Valores Mobiliários, o banco afirma que esta melhoria «verificou-se num contexto de reforçada liquidez e de favoráveis níveis de adequação dos capitais próprios».

«A situação desafogada de liquidez da CGD», nota o banco, permitiu antecipar a amortização das respetivas emissões de obrigações com garantia do Estado, no montante total de 3,6 mil milhões de euros.

O resultado bruto de exploração cresceu cerca de 32% para os 410,8 milhões de euros, destacando-se os contributos da atividade internacional e da banca de investimento que aumentaram respetivamente 59% e 40,1%.

Mas a melhoria da rendibilidade, reconhece a CGD, foi afetada negativamente pelos custos de imparidades associadas à exposição ao Grupo Espírito Santo e pelo esforço de provisionamento, bem como pelo impacto líquido da anulação de impostos diferidos decorrente da redução da taxa de IRC.

Mas o relatório enviado à CMVM não mostra quanto é que a Caixa perdeu com o GES. Na conferência de imprensa de apresentação de resultados, o presidente do conselho de administração do banco, José de Matos admite que «o número é significativo», mas não quis adiantar valores.

O crédito a clientes apresentou ainda reduções homólogas de 4,5% e 3,3%, respetivamente em termos líquidos e brutos, para 66 864 milhões de euros e 72 094 milhões de euros. A nova produção de crédito à habitação registou um aumento de 16,4% face a 2013.