O presidente do BPI, Fernando Ulrich, mostra-se satisfeito com os resultados dos testes de stress divulgados este domingo pelo Banco Central Europeu.


O banco teve nota positiva na avaliação feita pelo BCE e pela Autoridade Bancária Europeia, conseguindo o melhor resultado da banca portuguesa, com rácios de capital de 14,9% no cenário base e de 11,6% no cenário adverso.


O rácio de capital Common Equity Tier 1 (CET1) - usado para medir a solvabilidade dos bancos - do BPI no cenário base dos testes de esforço à banca europeia é de 14,9% em 2016, muito acima do mínimo de 8% definido no exercício, e no cenário adverso fica nos 11,6%, claramente acima dos 5,5% exigidos pelas auotirdades europeias.

«Estamos satisfeitos com os resultados, os resultados são bons, porque ao longo dos últimos anos o banco tem vindo a percorrer um caminho consistente e muito determinado de reforço de solidez», adiantou o responsável na conferência de imprensa de apresentação de resultados do banco.

Em relação ao chumbo do BCP, em que o défice de fundos próprios ascende a 1.137 milhões de euros, Fernando Ulrich sublinha que os problemas estão resolvidos, de resto, na mesma linha que adiantou a ministra das Finanças. Maria luís Albuquerque.

«O BCP tem vindo a fazer um trabalho muito profundo, muito consistente de reforço da situação do banco, temos uma excelente opinião do dr Nuno Amado e da sua equipa e não temos nenhuma dúvida que estão a fazer um grande trabalho e que é visível sob vários pontos de vista. Aquilo que me preocupa no BCP é que seja um concorrente muito forte», concluiu Fernando Ulrich.