O número de colaboradores do BCP em Portugal baixou de 8.351 para 7.599 entre junho de 2014 e junho último, tendo o número de balcões no mercado português baixado de 740 para 691, revelou hoje o banco.

"Houve uma redução de 752 colaboradores. Ainda não atingimos os 7.500 colaboradores [previstos no plano estratégico acordado com Bruxelas no âmbito do apoio estatal que o BCP recebeu]", constatou Nuno Amado, o presidente do BCP.

"Penso que esta evolução é normal e necessária. Hoje em dia, há uma muito menor utilização das sucursais bancárias", sublinhou o gestor, apontando para o crescente peso da utilização da banca à distância, seja através das caixas Multibanco, do telefone e dos meios digitais.

"É normal e necessário o ajuste da estrutura, que estamos a fazer bem, e os líderes dos sindicatos têm dito isto. E vamos respeitar os compromissos que temos com eles logo que o banco pague os CoCo [obrigações convertíveis em capital que foram subscritas pelo Estado português", destacou.

Apontando para a atual situação da banca, com os produtos a oferecerem taxas de juro mais reduzidas e com menos procura de serviços bancários, Nuno Amado considerou inevitável a racionalização da rede e do quadro de pessoal.

"Estamos num processo de normalização das saídas. Não houve despedimentos, houve acordos", destacou.

E acrescentou: "Não sei quando atingiremos os 7.500 mas vamos descer de uma forma muito mais demorada, com o acordo com os colaboradores, de uma forma natural, com as saídas e com o rejuvenescimento".

O responsável considerou que esta redução do quadro de pessoal e da rede é "um processo quase normal e isso é que é essencial".

O BCP registou lucros de 240,7 milhões de euros no primeiro semestre do ano, um valor está muito acima dos 150 milhões esperados pelos analistas. No período homólogo do ano anterior o banco registou prejuízos de 62,2 milhões de euros.