O Banco Central Europeu (BCE) vai exigir um rácio de capital mínimo de 8%, no cenário base, e de 5,5%, no caso de cenário adverso, nos testes de stress aos bancos da zona euro.

A avaliação do BCE a 128 bancos da zona euro é composta por três fases: uma análise à qualidade do balanço dos ativos dos bancos, uma análise dos principais riscos que se colocam a cada entidade e testes de stress.

O BCE informou esta segunda-feira que na prova de resistência aplicará os parâmetros dos testes de stress que a Autoridade Bancária Europeia (EBA em inglês) vai levar a cabo, que foram anunciados a semana passada.

Disse também que esses testes de stress incorporarão já os resultados da revisão de ativos, assim como que estará terminada em meados de fevereiro a seleção de carteiras a serem analisadas.

A entidade liderada por Mario Draghi informou ainda que os cenários para os testes de stress serão enviados aos bancos pela EBA no final de abril.

O BCE faz este exercício antes de assumir a supervisão bancária única, em 2014, um dos mecanismos da futura União Bancária e vai exigir aos bancos um rácio de capital ¿core tier 1¿ mínimo de 8%, no cenário base, e de 5,5%, no caso de cenário adverso.

Este mínimo é exatamente o que a EBA, com quem o BCE vai realizar os testes de stress, vai exigir aos bancos da União Europeia nos seus próprios testes de stress.

O vice-presidente do BCE, Vítor Constâncio, disse hoje que «os preparativos para a prova de resistência estão a andar» e que «confia que, em estreita coordenação com a EBA, o resultado será transparente e credível». «Será um apoio para o setor bancário europeu», adiantou.

O responsável afirmou ainda que o BCE olha com bons olhos para o reforço de capital e de provisões que alguns bancos já fizeram desde que o exercício foi anunciado.

O BCE está atualmente a terminar a metodologia da revisão da qualidade de ativos juntamente com as autoridades nacionais de supervisão. Durante o primeiro trimestre de 2014, o BCE publicará a metodologia completa.

As exposições da dívida soberana na carteira de ativos mantidos até ao vencimento serão tratadas da mesma forma que outras exposições de crédito nesta carteira e serão exigidas maiores provisões em caso de necessidade por risco de perda ou de não pagamento.

As exposições da dívida soberana na carteira de ativos disponíveis para venda serão valorizadas a valor de mercado.