Os principais bancos portugueses tinham, no final do ano passado, o terceiro maior rácio de crédito problemático entre os países da União Europeia, atrás do Chipre e Grécia, segunda dados hoje divulgados pela Associação Portuguesa de Bancos (APB).

O rácio de NPE (non-performing exposures, em inglês, que se refere a crédito vencido ou em que há probabilidade de vir a ser) em seis instituições analisadas era, em dezembro de 2016, de 16,4% (melhor do que os 16,6% de junho de 2016 mas acima dos 14,8% de dezembro de 2014), o que representa o terceiro maior entre os 11 países europeus avaliados.

Com crédito problemático acima de Portugal, em termos relativos, ficam apenas Chipre (com 42,5%) e Grécia (38,5%), segundo a APB.

Já abaixo de Portugal, mas com rácio de crédito problemático acima da média da UE (4,4%) estão Itália (12,6%) e Irlanda (11%).

Os elevados rácios de crédito problemático dizem respeito, assim, aos países mais atingidos pela recente crise financeira e económica.

A APB usou para esta comparação dados de seis bancos portugueses, que são Caixa Geral de Depósitos, BCP, Novo Banco, BPI, Montepio e Crédito Agrícola. Dos grandes bancos, apenas falta o Santander Totta, que em geral compara melhor com o sistema.

Quanto ao rácio de crédito malparado (NPL – non-performing loans, na gíria do setor em inglês), diz a APB que a cobertura em Portugal “está globalmente em linha com a média da área do euro, tendo aumentado de 40,8% em finais de 2015 para 45% em finais de 2016”.