Os sessenta bancos europeus que, a par das quatro instituições financeiras portuguesas, são analisados pela Autoridade Bancária Europeia (EBA) no seu último exercício de transparência, possuem um total de 10,7 mil milhões de euros de dívida pública portuguesa.

Os bancos espanhóis são os que mais títulos de dívida soberana portuguesa têm em carteira, num valor agregado acima de 4 mil milhões de euros, segundo os números disponibilizados no último exercício de transparência do regulador bancário europeu. O Banco Santander é o recordista em termos individuais, com quase 3 mil milhões de euros.

Seguem-se-lhe o Banco Popular Español, com 578 milhões de euros e o BBVA, com 430 milhões de euros. Estas três entidades operam no mercado português através do Santander Totta, do Popular Portugal e do BBVA Portugal. Já a Caja de Ahorros y Pensiones de Barcelona não tem qualquer título de dívida pública portuguesa.

Depois, estão os bancos alemães, cujo total ascende a 2,8 mil milhões de euros. Nesta lista contam-se o Commerzbank (789 milhões de euros), o Deutsche Bank (386 milhões de euros), o Landesbank Laden (376 milhões de euros), o DZ Bank (355 milhões de euros), o WGZ Bank (340 milhões de euros), o Hypo Real Estate (285 milhões de euros), o Norddeutsche (156 milhões de euros), o HSH Nordbank (80 milhões de euros), e o Landesbank Hessen (3 milhões de euros).

A seguir, surgem os bancos franceses, com o BNP Paribas (788 milhões de euros), o Crédit Agricole (436 milhões de euros), a Société Générale (277 milhões de euros), e o BPCE (277 milhões de euros), cujo montante agregado atinge os 1,8 mil milhões de euros.

Nota também para os bancos do Reino Unido que, em conjunto, têm mais de mil milhões de euros em títulos de dívida pública portuguesa. O Barclays lidera com 598 milhões de euros, sendo seguido pelo HSBC (350 milhões de euros) e pelo Royal Bank of Scotland (117 milhões de euros).

Nota ainda para o holandês ING Bank, que detém uma exposição de 615 milhões de euros à dívida soberana portuguesa, para o luxemburguês Banque et Caisse d'Epargne de l'Etat (191 milhões de euros), e para o italiano Banca Monte dei Pachi di Siena (166 milhões de euros), que completam o lote de instituições abrangidas pela análise da EBA com posições significativas em títulos portugueses.

Certo é que, a posição global em dívida portuguesa de todos os bancos europeus analisados é próxima da exposição unitária da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que se aproxima dos 10 mil milhões.

Depois do banco público, é o BCP que tem maior exposição à dívida portuguesa (6,8 mil milhões de euros), seguido pelo BPI (6 mil milhões de euros), e pelo Espírito Santo Financial Group (ESFG), com 3,75 mil milhões de euros.

Em conjunto, os bancos lusos detêm um total de 26,2 mil milhões de euros em títulos de dívida portuguesa.