Problemas de saúde como colesterol elevado ou fígado gordo têm sido suficientes para garantir a reforma por doença e invalidez a centenas de funcionários bancários com mais de 55 anos e 35 anos de trabalho. Segundo noticia o jornal Público, estas reformas têm sido incentivadas por vários bancos através de indemnizações e outras vantagens, como aconteceu este ano no Montepio, que desta forma garantiu a saída de 167 trabalhadores.

Estas reformas, em alguns casos com uma antecedência de dez anos face à idade normal no sector, têm custos inferiores para os bancos, quando comparadas com outras soluções para cortar trabalhadores, mas sobrecarregam a Segurança Social, que recebeu os fundos de pensões e ficou responsável pelo pagamento destas prestações.

As reformas por doença ou invalidez garantem o acesso a 100% do valor a que teriam direito se atingissem o limite de idade e ficam muito próximas da respectiva categoria ou nível salarial fixado para o sector. Segundo o jornal Público, este processo também não precisa de ser confirmado por junta médica, como acontece com a generalidade dos portugueses, que muitas vezes são obrigados a continuar a trabalhar mesmo no caso de doença grave e incapacitante. No caso dos bancários, uma simples declaração dos médicos do SAMS (Serviço de Apoio Médico ou Social dos Bancários) ou dos médicos internos formaliza o processo, e não são conhecidos quaisquer entraves colocados pela Segurança Social. 

O convite para passar à reforma por parte dos bancos é acompanhado de outros incentivos, como a atribuição de indemnizações por antiguidade.