A Anbang terá sido escolhida para negociar em exclusivo a compra do Novo Banco. O Jornal de Negócios avança que o Banco de Portugal já tomou a decisão, mas admite ainda recuperar a proposta do grupo norte-americano Apollo para uma segunda ronda negocial.

Contactado pela TVI, o Banco de Portugal remete esclarecimentos para o comunicado da semana passada, em que garante estar ainda a analisar as três propostas à compra do Novo Banco.

TVI já tinha avançado esta terça-feira que a melhor oferta era a da chinesa Anbang e supera os três mil milhões de euros. E com algumas condições pode mesmo chegar aos 3, 5 mil milhões, além da capitalização que o Novo Banco necessita e cujo valor só se saberá depois dos resultados dos testes de stres, em outubro. 

Os chineses da Fosun e da Anbang mantiveram as suas propostas. O preço é o principal critério para a escolha do vencedor, mas não o único: há ainda que comparar as condições contratuais e o aumento de capital proposto para o banco liderado por Stock da Cunha, que pode superar os mil milhões de euros. 

O Fundo de Resolução injetou 4.900 milhões de euros no novo banco, dos quais 3.900 milhões foram emprestados pelo Fundo de Resolução. 

O valor da capitalização é que fará a diferença entre o valor reembolsado e o que ficará em dívida ao Fundo de Resolução, e que será suportado pelo sistema financeiro num prazo longo ainda não definido. 

O Banco de Portugal deverá decidir nas próximas semanas, e o mais provável é escolher um comprador, com quem pode ainda entrar numa fase de negociação. No entanto, o regulador pode também adiar a venda mais um ano, uma solução que é vista com bons olhos por fontes do setor financeiro contatadas pela  TVI, já que daria tempo ao Novo Banco para apresentar melhores resultados e valorizar-se. 

Por outro lado, levantaria o problema de uma eventual capitalização do banco até ao final deste ano, depois de efetuados os testes de stress pelo Banco Central Europeu.