As negociações entre o Banco de Portugal e o potencial comprador do Novo Banco terminaram à meia-noite e agora as atenções estão voltadas para o anúncio de qualquer decisão por parte do regulador relativamente a esta operação.

Os chineses da Anbang e Fosun e os norte-americanos da Apollo são os três candidatos à privatização do banco que resultou do resgate ao antigo BES.  

No dia 07 de agosto terminou o prazo para estes três interessados apresentarem as suas propostas melhoradas.  

A «atratividade da oferta financeira», ou seja, o melhor preço, é o principal critério de escolha entre as propostas que forem apresentadas para a compra da instituição agora liderada por Eduardo Stock da Cunha.   

O segundo critério mais valorizado para a escolha do comprador será a sua disponibilidade para comprar a totalidade dos ativos colocados à venda, seguindo-se-lhe os planos estratégicos e de desenvolvimento apresentados para o Novo Banco, e o impacto geral da operação na concorrência e estabilidade do setor em Portugal.   

A 03 de agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado banco mau (um veículo que mantém o nome BES e que concentra os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco.  

O Banco de Portugal, que preside ao Fundo de Resolução, tem duas opções em cima da mesa: ou escolhe um vencedor, ou adia a decisão de venda, já que as regras da resolução lhe dão dois anos para concretizar o negócio. E mesmo esse prazo poderá ser prorrogado. 

O Novo Banco registou prejuízos de 251,9 milhões de euros no primeiro semestre, mas excluindo fatores de natureza não recorrente o resultado foi negativo em 188,9 milhões de euros.