A Azores Airlines, empresa do grupo SATA que faz as ligações para o exterior do arquipélago dos Açores, conta ter, em 2020, quatro aviões A321neo a operar. O primeiro chega já em 2017, numa operação de leasing cujo valor não foi revelado.

Isto é um processo de leasing. Nós não vamos adquirir aviões. Tem um custo como todos os leasings. Não vou falar em números, porque neste momento há um negócio enorme à volta deste tipo de aviões”. 

Palavras do presidente do conselho de administração da SATA, Paulo Menezes, numa conferência de imprensa, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, para apresentar o novo plano operacional da Azores Airlines.

Fonte: Airbus
Fonte: Airbus

O documento, desenvolvido por um grupo de quadros da SATA desde março, com apoio de consultores externos, concluiu que os aviões A321neo da Airbus, com capacidade para 184 ou 190 lugares, “cumprem as necessidades da rede da SATA de forma eficiente”.

“À medida que forem entrando os 321, vão saindo os correspondentes 310. O 330 vai continuar em operação”, adiantou Paulo Menezes, citado pela Lusa.

O responsável destacou que, “em termos de custos de manutenção e operacionais”, as novas aeronaves apresentam “uma solução bastante mais económica”.

Na conferência de imprensa, onde estiveram os vice-presidentes da Airbus, Peter Bennett, e da Air Lease Corporation, Marc Baer, o responsável da SATA assumiu que a escolha pelos ‘A321neo’ teve por base o facto de a companhia açoriana não ter recebido no momento certo os A330 para substituir os A310 e terem surgido no mercado novos equipamentos, que a concorrência tem vindo a utilizar.

“[O A330] tinha sido previsto para 2015 e só entrou em operação em final de março de 2016 e estava a ter implicações nas contas da empresa. Sentimos necessidade de reavaliar a nossa frota”, disse Paulo Menezes, acrescentando que várias companhias que operam a nível mundial estão a optar pelos novos aviões da Airbus “porque permitem reduzir custos operacionais”.

A escolha dos A330 foi tomada pela anterior administração da SATA, liderada por Luís Parreirão, suportada por um estudo técnico-operacional, mas foi contestada por outro ex-presidente, António Cansado, que considerou uma "asneira" a renovação da frota de longo curso para os ‘A330’, dizendo que era "o empurrão que faltava" para a empresa cair "no precipício".

Presentemente, a frota da Azores Airlines é composta por um avião A330, três A310 e três A320.