A TAP está a negociar um financiamento que pode chegar aos 250 milhões de euros com um sindicato bancário, que inclui a Caixa Geral de Depósitos, revela o jornal Público. O objetivo é aliviar a tesouraria do grupo, num momento em que a privatização ameaça o acesso ao crédito e dificulta a relação com as instituições financeiras.

A necessidade de contratar o empréstimo nesta altura tornou-se urgente face ao relançamento da privatização do grupo. Regra geral, estes processos causam instabilidade nas relações com a banca, tornando mais difícil o acesso ao crédito, a renegociação de financiamento e a gestão dos reembolsos, que podem ter de ser feitos mais rapidamente.

Além de prevenir a escassez de crédito e as dificuldades que um processo de privatização acarreta, o financiamento é vital numa altura em que a tesouraria do grupo se encontra fragilizada: queda da procura no Brasil, os sucessivos cancelamentos e problemas técnicos, greves e atrasos na entrega de seis novos aviões.

E antes de terminar o ano, há mais um greve marcada, para os dias 27,28,29 e 30 de dezembro. O Tribunal Arbitral decide esta segunda-feira quais os serviços mínimos para esta paralisação.