Cerca de 20.000 clientes contactaram a TAP para anular ou alterar as reservas de voos, devido ao pré-aviso de greve para os dias 27 a 30 de dezembro, adiantou à Lusa fonte oficial da companhia aérea.

Em declarações à Lusa, fonte oficial da transportadora informou que, no dia 11 de dezembro, quando foi anunciada a convocação da greve, contava com cerca de 130 mil reservas para período da paralisação.

«De imediato, foi suspensa a venda de bilhetes para estes voos e autorizada, sem qualquer penalização, a mudança para datas fora do período de greve ou o respetivo reembolso, se não for possível reservar para outra data conveniente», explicou a empresa.

No último dia, cerca de 10.000 pessoas contactaram a companhia, duplicando assim o número de reservas alteradas ou canceladas.

«Devido ao número de chamadas muito superior ao normal, os tempos de espera são elevados, apesar do contact center da TAP estar a trabalhar com equipas reforçadas», explica também a companhia aérea.

A empresa acrescenta que as alterações às reservas podem ser também efetuadas através da página da companhia na rede social Facebook ou do respetivo agente de viagens.

«Aguardamos a definição dos serviços mínimos, fazendo votos para que o Tribunal Arbitral, a quem compete a decisão, tenha em consideração a época que atravessamos», sublinha ainda a transportadora.

Os 12 sindicatos que representam os trabalhadores da TAP - grupo que entretanto o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil afeto à UGT, abandonou - convocaram uma greve de quatro dias, na sequência da recusa do Governo de suspender a privatização da companhia.

O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que o Governo vai analisar no Conselho de Ministros desta quinta-feira uma eventual requisição civil para a TAP e tomará todas as medidas possíveis para garantir a normalidade de serviços da transportadora aérea. 

A comissão de trabalhadores da TAP considera a discussão de uma eventual requisição civil em Conselho de Ministros mais uma «provocação», preferindo que o Governo se ocupasse de defender o que consideram «interesse nacional».