Não tardou a resposta dos pilotos à carta enviada por Fernando Pinto, presidente da TAP, na qual tece duras críticas ao comportamento dos pilotos.

«Esta comunicação visa confundir e iludir os pilotos sobre o que está agora verdadeiramente em causa e imputar-lhes, de um modo absurdo, a responsabilidade pelas consequências de atos praticados pela administração da empresa, configurando uma preocupante manifestação de irresponsabilidade», sublinha o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil.
O SPAC diz mesmo que «o Governo e a TAP insultam a inteligência dos pilotos».

O sindicato garante que o Executivo e a transportadora aérea não estão a cumprir a aplicação do acordo de empresa negociado «que se comprometeram a repor e a salvaguardar», com o objetivos de «valorizarem artificialmente a empresa» perante os potenciais investidores, de «encobrirem os prejuízos exorbitantes que os gestores infligiram à TAP» e de «aumentarem os lucros dos investidores e os prémios dos mesmos gestores».

Mas os pilotos vão mais longe, acusando a TAP de não cumprir sequer o acordo de empresa em vigor, assim como o Governo.

«Os pilotos e o SPAC vão exigir o cumprimento pontual de todos os acordos. É indispensável que os pilotos enviem agora um sinal forte e claro aos potenciais investidores de que existem compromissos passados que devem ser respeitados. Pelo Governo e pela TAP. No caso contrário, as consequências serão severas», advertem.

Para esta quarta-feira à tarde está agendada uma assembleia-geral, na qual os pilotos vão discutir sobre o que fazer perante este cenário. A possibilidade de greve está em cima da mesa.