A Air Canada anunciou que suspendeu temporariamente todos os voos para a Venezuela, devido à agitação civil que se regista no país.

«Devido à contínua agitação civil na Venezuela, a Air Canadá não pode mais garantir a segurança das suas operações e suspendeu, até novo aviso, os voos para Caracas. O último voo partiu de Toronto no sábado, 15 de março, e de Caracas, no domingo 16 de março de 2014», explica a empresa, em comunicado.

O anúncio, publicado na página da linha aérea na Internet, em língua inglesa, sublinha que «os clientes que tenham bilhetes de ou para Caracas e que não tenham iniciado a sua viagem podem solicitar o reembolso».

Também que «os clientes que iniciaram a sua viagem podem ser reencaminhados, sem custo adicional, para outras companhias aéreas, ou solicitar o reembolso da parte não usada do bilhete», devendo contatar as agências de viagens para obter assistência os passageiros que compraram os seus bilhetes através de agentes de viagem.

«O escritório de reservas e de emissão de bilhetes da Air Canadá em Caracas permanecerá aberto para ajudar os clientes que efetuaram reservas diretamente com a Air Canadá na Venezuela», afirma a empresa.

A Air Canada precisa que ela e os agentes de viagens começaram a notificar os clientes afetados, a fim de fazer reversas outras linhas aéreas, para completar viagens através de rotas alternativas (por exemplo, via Bogotá, Miami ou Houston), ou reembolsar as partes não utilizadas dos bilhetes.

«A Air Canada vai continuar a acompanhar a situação e irá avaliar a reintrodução de voos com o objetivo de retomar as operações na rota, uma vez que estiver convencida de que a situação na Venezuela se estabilizou» sublinha a empresa, precisando que hoje não se realizou um voo entre Toronto e Caracas e que na quarta-feira 19 de março não se realizará um voo previsto entre Caracas e Toronto.

A imprensa venezuelana revelou hoje que 11 das 26 linhas aéreas que voam para Caracas reduziram a oferta de lugares devido à impossibilidade de repatriar os capitais correspondentes às vendas, segundo dados da Associação de Linhas Aéreas na Venezuela (Alav).

Na Venezuela está vigente desde 2003 um férreo sistema de controlo cambial que impede a livre obtenção de moeda estrangeira no país e obriga as linhas aéreas a terem autorização para poderem repatriar os capitais gerados pelas operações.

Apesar do contexto de reduções e da instabilidade no país, fonte da transportadora área portuguesa TAP naquele país garantiu à agência Lusa que a companhia mantêm 3 operações semanais entre Portugal e a Venezuela, com a mesma quantidade de lugares.

A 14 de março último, o Presidente Nicolás Maduro anunciou que tomará «medidas severas» contra as linhas aéreas estrangeiras que deixem de operar no país ou reduzam o número de voos para a Venezuela.