Os 64 bancos europeus analisados no exercício de transparência da Autoridade Bancária Europeia (EBA) reforçaram os seus rácios de capital core tier 1 em mais de 80 mil milhões de euros entre dezembro de 2011 e junho de 2013.

«Estes dados confirmam o progresso feito na recapitalização dos bancos da União Europeia», salientou em comunicado Andrea Enria, líder da EBA, assegurando que a entidade «continua os seus esforços para melhorar a transparência no setor bancário da União Europeia».

Nesse sentido, sublinhou, «o desenvolvimento de definições comuns para todos e a sua publicação regular são fundamentais para apoiarem uma disciplina de mercado efetiva».

Segundo o italiano Andrea Enria, «a informação de confiança e comparável sobre os bancos da União Europeia impulsiona a confiança dos investidores, bem como o correto funcionamento do mercado».

Além disso, «coloca todos os participantes no mercado em melhor posição para entenderem a situação dos bancos da União Europeia».

A EBA analisou 64 bancos de 21 países do Espaço Económico Europeu (EEA, na sigla em inglês), que é composto pelos Estados-membros da União Europeia, com exceção da Croácia, cuja adesão a esta entidade ainda não foi ratificada por todos os integrantes, a que se juntam a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega, que integram a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA).

Em Portugal, participam neste exercício de transparência os quatro grupos bancários abrangidos pelos testes de stress de 2011 e pelo exercício de recapitalização, conforme indica o Banco de Portugal num comunicado hoje emitido, ou seja, a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Banco Comercial Português (BCP), o Espírito Santo Financial Group (ESFG) e o Banco BPI.

A autoridade europeia considerou que os dados recolhidos «demonstram uma tendência positiva continuada dos bancos da União Europeia no que diz respeito ao capital», com o rácio core tier 1 (capital puro) a ser reforçado, em termos combinados, em mais de 80 mil milhões de euros entre dezembro de 2011 e junho último.

Isto, em combinação com uma redução dos ativos ponderados pelo risco (RWA) de 817 mil milhões de euros, permitiu uma melhoria do rácio core tier 1 em 170 pontos base, subindo de 10% para 11,7%.

Na sua página na internet, a EBA apresenta as suas conclusões acerca dos resultados deste exercício em termos agregados, acompanhadas por uma lista das instituições analisadas e dos resultados apurados para cada uma.