Se tem um Volkswagen, Seat, Audi ou Skoda, este guia é para si. É para si porque estes são os veículos que estão equipados com o kit fraudulento que manipula as emissões de gases poluentes.


Que carros estão equipados com o 'kit' fraudulento?


O motor em causa é o EA189 e foi instalado em todas as versões TDI vendidas pelas marcas VW, Audi, Seat e Skoda. Estão abrangidos os veículos nas versões 1.2, 1.6 e 2.0, anteriores à entrada em vigor da normativa Euro 6 (1 de setembro de 2014).

Na Volkswagen, os modelos afetados são: o Scirocco, Eos, Passat, CC, Touran, Sharan, Tiguan, Polo, Golf, Jetta, Beetle, Amarok, Caddy e Multivan.

Na Audi, os modelos A1, A3, A4, A5, A6, TT, Q3 e Q5 estão afetados.

Na marca  Seat, atenção ao Ibiza, Leon, Toledo, Exeo, Altea XL e Alhambra.

Por fim, nos Skoda, os modelos afetados são o Fabia, Spaceback, Octavia, Scout, Superb, Roomster, Yeti e Rapid.

Ao todo, 11 milhões de veículos em todo o mundo estão equipados com o software fraudulento. 


O que posso fazer agora?


Neste momento, as várias marcas já disponibilizaram plataformas online para ajudarem os seus clientes, mas não há muito a fazer a não ser esperar ser contactado.

A primeira marca a disponibilizar no seu site uma plataforma que ajuda os clientes a perceberem se o seu carro foi um dos afetados pelo kit fraudulento foi a Volkswagen em Portugal. Através do número do chassis pode ficar esclarecido em relação ao assunto, mas se preferir pode ligar para o apoio ao cliente.

Também a Audi já alertou para a possibilidade de alguns modelos da marca terem sido instalados com o kit e pede aos clientes portugueses que a consultem.

A Skoda informou também esta semana, em comunicado, que os clientes desta marca podem ver, via internet, se o motor do seu carro foi ou não afetado pelo software que causa discrepâncias na leitura de gases.

Na mesma linha, a Seat Portugal também tomou medidas de imediato e, através do seu site, os clientes podem consultar a situação dos seus veículos.


O que é que a marca vai fazer e quando?


A Volkswagen, a maior construtora automóvel da Europa já disse que a reparação dos veículos em causa deverá arrancar em janeiro e que espera ter tudo concluído até ao final do próximo ano.

Os primeiros a avançar para reparação no início do ano são os motores de dois litros, nos quais ocorrerá uma alteração no software. Nos motores 1.6, refere a agência EFE, o problema poderá demorar mais tempo a ser resolvido, uma vez que o software é mais recente. Neste caso, os motores poderão começar a ser reparados só em setembro.

Entretanto, a Volkswagen já enviou às autoridades o calendário e as medidas que estão previstas para resolver este problema a nível mundial. Tal como todos os outros países, Portugal também deverá receber um plano detalhado das medidas e agendamentos.


A chamada às oficinas vai-me custar dinheiro?


A chamada às oficinas não vai ter qualquer custo para o proprietário do veículo. Todas as despesas serão asseguradas pelo Grupo Volkswagen.

Na semana passada, o ministro da Economia Pires de Lima admitiu que o Estado português pode vir a responsabilizar o grupo Volkswagen pelo impacto ambiental das emissões e até mesmo por fraude fiscal.
 
O ministro disse ainda que o Governo vai fazer de tudo para proteger os direitos dos clientes que se viram envolvidos nesta fraude.


Posso vender o meu carro e comprar um novo?


O proprietário de um carro instalado com o kit fraudulento da Volkswagen é livre de vender o carro em qualquer altura. Mas atenção, o carro será vendido pelo valor comercial e não pelo valor que foi comprado.

Na altura da reparação, o contacto será feito para o novo proprietário.

Se está a pensar adquirir um carro novo saiba que todos os veículos TDI à venda agora cumprem a normativa europeia Euro 6, que entrou em vigo no dia 1 de setembro do ano passado e os motores não estão afetados.