A Toyota Caetano Portugal vai chamar à revisão mais 2.465 veículos das marcas Yaris, Corolla e Avensis devido a um defeito detetado no sistema de airbag, disse à agência Lusa fonte oficial da empresa.

Segundo o relações públicas da Toyota Caetano Portugal, António Costa, trata-se de uma «atualização» da «campanha de serviço técnica» iniciada já em abril de 2013 e decidida agora após «informação do fornecedor de um novo número de série» afetado que «obrigou a abranger mais veículos».

Globalmente, o construtor automóvel japonês Toyota anunciou hoje que pretende rever 2,27 milhões de veículos em todo o mundo (650 mil no Japão e 1,62 milhões no estrangeiro) devido a um defeito no sistema de airbag do passageiro passível de originar um incêndio.

Em declarações à agência Lusa, fonte oficial da Toyota Caetano Portugal salientou que esta é uma «atualização» da chamada efetuada em abril do ano passado, altura em que foi detetado o defeito, e que alarga o número de viaturas abrangidas.

No âmbito deste defeito, estão atualmente por intervencionar em Portugal 12.521 unidades, do total de 14.465 abrangidas desde a chamada inicial de abril passado.

Em causa estão os modelos Yaris, Corolla e Avensis produzidos entre novembro de 2000 e novembro de 2004, quando até agora apenas estavam a ser chamadas as viaturas produzidas de novembro de 2000 a março de 2004.

Apesar de se tratar de viaturas em circulação já há 10 a 14 anos, António Costa garante que, em Portugal, nunca foi registado nenhum problema com o airbag.

«Esta campanha de serviço é meramente preventiva e reflete a preocupação da Toyota na satisfação dos clientes e na salvaguarda da qualidade», sustentou.

Segundo adiantou à Lusa, «dentro dos próximos dias» a Toyota Caetano Portugal vai «contactar diretamente os clientes de viaturas envolvidas para que se desloquem à rede oficial de concessionários Toyota», durando o tempo de intervenção «cerca de uma a duas horas e meia, dependendo do modelo» e não estando em causa qualquer custo para o cliente.

Conforme explicou, «esta campanha intervenciona o elemento responsável pelo enchimento do airbag do passageiro, o qual pode conter alguma humidade ou carecer da compressão necessária, decorrente do seu fabrico».

«Esta situação pode fazer com que o enchimento do airbag não corresponda às características pré-definidas pelo construtor, salientando-se, contudo, que este continua em funcionamento no caso de embate», destacou.