A UGT considerou esta quarta-feira que as respostas do Governo para reduzir o número de desempregados em Portugal têm sido «insuficientes», defendendo que a redução do desemprego deve ser o objetivo prioritário das políticas económicas e sociais. A CGTP também não vê razões para festejar e diz que o desemprego continua a ser «preocupante».

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«Os dados agora divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) vêm, por conseguinte, confirmar a persistência de uma situação muito grave do desemprego e dos desempregados em Portugal, para a qual as respostas do Governo têm sido manifestamente insuficientes», afirmou a estrutura sindical, em comunicado.

A posição da UGT foi assumida no dia em que o INE divulgou dados segundo os quais a taxa de desemprego em Portugal foi de 15,3% no quarto trimestre do ano passado, 0,3 pontos percentuais abaixo do trimestre anterior e menos 1,6 pontos do que no mesmo período de 2012.

A UGT diz não compreender que, «perante resultados melhores que os previstos, nomeadamente no crescimento económico, na execução orçamental de 2013 e na aparente retoma da confiança empresarial para investimento, o Governo persista em não aproveitar as margens e as folgas orçamentais existentes para atenuar o rumo de uma política que soma austeridade a austeridade e que tem tido enormes custos económicos e sociais».

A estrutura sindical, liderada por Carlos Silva, manifesta-se contra a «obstinação e insensibilidade social» demonstradas pelo executivo, e advoga que «só com crescimento económico e com uma efetiva criação de empregos se poderá reduzir o desemprego de forma sustentável».

A UGT reafirma assim que «a redução do desemprego tem de ser o objetivo prioritário das políticas económicas e sociais, sendo portanto urgente alterar as políticas em curso, orientando-as verdadeiramente para o crescimento económico, o investimento e o emprego».

Segundo os resultados do Inquérito ao Emprego do INE, entre outubro e dezembro, a população desempregada foi de 826,7 mil pessoas, o que representa uma diminuição homóloga de 10,5% e uma diminuição trimestral de 1,4% (menos 96,5 mil e menos 11,9 mil pessoas, respetivamente).

Já a população empregada foi de 4,56 milhões de pessoas, o que traduz um aumento homólogo de 0,7% e a um aumento trimestral de 0,2% (mais 29,7 mil e mais 7,9 mil pessoas, respetivamente).