Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa cumprem nos dias 16 e 23 de janeiro novas greves parciais contra o Orçamento do Estado (OE) e a concessão da empresa a privados, disse hoje a sindicalista Anabela Carvalheira.

«Entregámos hoje o pré-aviso de greve para dia 23», acrescentou Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans). O pré-aviso de greve para o dia 16 tinha já sido divulgado.

Estas paralisações surgem na sequência da decisão tomada pelos trabalhadores, em dezembro, de marcar a partir de janeiro uma greve parcial por semana.

Entre os motivos para estas paralisações está o decreto-lei 133/2012, que «pretende abrir as portas à concessão da empresa e, uma vez mais, reduzir trabalhadores, reduzir os seus direitos e reduzir a sua remuneração», afirmou a sindicalista em anteriores declarações à Lusa.

Os funcionários do Metropolitano de Lisboa referem que o OE «visa uma vez mais os trabalhadores do setor empresarial do Estado, com cortes brutais, encaminhando estes trabalhadores para uma situação insustentável», acrescentou. Em causa estão, por exemplo, cortes na indemnização compensatória.