A Frente Comum dos Sindicatos da Admninistração Pública reivindica o aumento de 3,7 por cento para os pensionistas da função pública e vincou a necessidade de correção das injustiças geradas pelas pensões "doiradas".

Numa ação realizada junto ao Arco da Rua Augusta, Ana Avoila, da Frente Comum, exigiu um "aumento de 3,7% para as pensões da função pública que já não têm aumento há mais de 10 anos, exceto uma ou outra pensão mínima".

"As pensões têm perdido muito", salientou a sindicalista, sublinhando que "não faz sentido haver pensões 'doiradas', em detrimento das de quem descontou uma vida inteira e que deviam ter uma pensão digna, de acordo com aquilo que contribuíram durante a sua vida ativa".

Ana Avoila frisou que, a escassos meses das eleições legislativas, a altura é de avaliação e "o balanço é negativo" para trabalhadores, pensionistas e "população em geral", porque toda a gente perdeu" e "a perspetiva é cada vez mais negra para este país".

"Depois do 25 de Abril, quem tem estado no poder não tem feito mais nada do que tirar direitos aos trabalhadores", disse, acrescentando que, em setembro, as propostas da Frente Comum de ação social, na saúde e na terceira idade constarão de manifesto público "para quem vier a governar para o futuro".

A sindicalista salientou ainda que "o balanço vai servir para os trabalhadores decidirem o que querem para este país".

A iniciativa da Frente Comum, com uma exposição, debates e períodos para intervenções livres, teve o objetivo de dar a conhecer a evolução da proteção social em Portugal e as consequências da política dos Governos em matérias dos direitos dos reformados e pensionistas da função pública.